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venceremos



Domingo, 05.01.14

Essas falsas explicações!...

link --  http://filosofia-xauteriana.blogs.sapo.pt

 

 

 

      Os argumentos que procuram demonstrar que o desenvolvimento do capitalismo industrial se

 

concilia com uma diminuição do numero de trabalhadores são falsos -- como é que conseguem fazer-

 

nos acreditar em tal contrasenso?

 

      Pode-se dizer que o publico burguês esta, geralmente, inclinado a aceitar as teorias que convêm;

 

que todos os anti-revolucionarios encontram em tal as justificações para as suas despreziveis

 

atitudes; que distintos professores as caucionam -- profissionalmente ligados a organismos

 

financeiros privados, governamentais, multi-nacionais, supra-nacionais ou internacionais que lhes

 

estabelecem um certo grau de reputação.

 

      Estas falsidades enganam até mesmo alguns revolucionarios, perfeitamente honestos. Isto deixa

 

acreditar que estes falsos argumentos têm uma grande aparencia de verdade, parecendo

 

corresponderem a constatações imediatas. Na realidade, aquilo que imediatamente salta à vista é o

 

aspecto local ou nacional da produção industrial capitalista -- quando esta é essencialmente

 

internacional.

 

      Nos paises em vias de desenvolvimento, que recebem os seus principais capitais ( senão todos )

 

do estrangeiro, uma classe burguesa desenvolve-se, enquanto uma grande parte da população passa

 

para a classe dos trabalhadores. Là, nesses paises, o problema fica longinquo, mesmo se todos

 

reconhecerem o crescimento do numero de operarios.

 

      Ora, nos paises capitalistas, nada é comparavel. Primeiro, porque os enormes capitais que partem

 

para serem investidos no estrangeiro, não são investidos no interior; portanto, não favorisam o

 

crescimento interior; ora, sem favorizarem o crescimento interior, tambem não podem favorizar a

 

Classe Trabalhadora. Depois, os beneficios repatriados ( dos capitais exportados ) fornecem uma

 

grande parte dos interesses das contas bancarias a prazo e dos accionistas da Bolsa.

 

      Por fim, a transformação em metropoles dos Estados imperialistas faz deles centros

 

administrativos e comerciais, cerebros da produção mundial -- donde, uma necessidade multiplicada

 

de empregados de escritorios, de comercio, de bancos, etc. ; mas tambem de artistas, de sabios, de

 

estudantes, etc. : seja, de teoricos anti-revolucionarios. Assim, a realidade imediata, concreta, que

 

salta aos olhos dos habitantes destes paises, é que o numero de trabalhadores não aumenta senão

 

muito moderadamente -- enquanto que o " Sector Terciario " cresce rapidamente.

 

      E pois nos paises imperialistas que as teses da " Decrescencia Relativa " parecem confirmadas e

 

são acreditadas enquanto sucessos. Estranho é que ninguem pense contestar, depois de verificarem

 

que as empresas industriais tiraram beneficios colossais, que se multiplicaram, que se estenderam

 

por todo o Mundo... Ora tal não significara que foi-lhes necessario aumentarem a mão-de-obra? Mas,

 

qual, senão aquela dos paises mais pobres e onde ha salarios da miseria?

 

 

( Encontram-nos no Facebook, em União Dospovos )

 

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